Viajar é preciso

Entrando numa fria na boa

Por 13 de março de 2016 No Comments

Hoje quem assina nosso site é o Matheus Hobold Sovernigo. Autor do livro “Manual do viajante mão-de-vaca”, nas demais horas se dedica a viajar por todos os cantos do planeta e relatar suas aventuras no blog de viagens Rediscovering the World.

Confira o que ele escreveu para o nosso site: Após a passagem de 12 mil anos desde sua povoação aborígine, o gélido e remoto destino em meio à Patagônia chilena foi alcançado apenas por cientistas e exploradores do fim do século 19 até a criação do parque, em 1959.

Posteriormente nomeado Parque Nacional Torres del Paine em função de sua feições geológicas mais marcantes, as 3 grandes torres graníticas, o ambiente protegido tornou-se rapidamente conhecido ao redor do planeta.

Desde então, recebe anualmente até 140 mil turistas, sendo a maior parte estrangeiros. Sobretudo durante o verão, buscam os ambientes inóspitos e ainda preservados do parque, a despeito dos casos de incêndio ocorridos.

A diversidade de ambientes, os endemismos biológicos e as formações geológicas são relevantes o suficiente para justificar o tombamento como Reserva da Biosfera pela UNESCO e constar na maioria das listas de melhores circuitos de trekking do mundo.

Como fica a mais de uma centena de quilômetros do aeroporto mais próximo em El Calafate (Argentina), lar do impressionante Glaciar Perito Moreno, os visitantes só podem chegar por via terrestre.

Uma das opções mais comuns é passear de carro pela porção do parque que é talhada por dezenas de quilômetros de estradas, onde é possível observar bandos de guanacos e emas em meio às estepes arbustivas, flamingos nas lagoas de várias tonalidades de azul e a maior ave voadora do mundo (condor andino) nos céus e montanhas.

Também se pode embarcar em alguma das navegações nos belos lagos glaciais Grey e Pehoé.

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A outra forma de encarar o parque é aventurar-se em busca das incríveis paisagens caminhando pelo circuito O, o mais longo, ou então o W. Esse último é o circuito mais percorrido por jovens e até idosos, munidos de seus mochilões, bastões e roupas impermeáveis, a fim de vencer os muitos desnivelamentos de terreno e o clima imprevisível.

No mesmo dia você pode presenciar sol, chuva, neve, vendaval e até uma tromba d’água! Para aliviar o cansaço dos 3 a 5 dias de caminhada desse circuito, há campings gratuitos e pagos, todos bem posicionados ao longo dos trechos.

Além de um banho quente, há como comprar mantimentos, embora a preços um tanto exorbitantes. Então se certifique que há comida suficiente consigo, pois os calafates e demais frutos e fungos que são possíveis de encontrar no caminho definitivamente não serão suficientes para todo seu gasto calórico.

Ao menos a água não será um problema, já que há inúmeras fontes puríssimas pelas trilhas. As melhores paisagens só são atingidas a pé, o que faz valer todo o esforço.

A base das Torres que cercam um lago azul-celeste, as corredeiras de degelo e o bosque magalhânico na ascensão do Valle del Francés, o paredão do glaciar Grey e seus icebergs à deriva; essas são algumas das principais vistas que o explorador terá em seu caminho, renovadas a cada quilômetro transcorrido.

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Ao sair do parque fica aquela sensação de regozijo e a vontade de retornar, cumprindo a lenda local que afirma que todos que comem o fruto calafate voltam algum dia. Tudo isso faz com que o Parque Nacional Torres del Paine seja um destino quase obrigatório para quem aprecia sair da zona de conforto, entrar em sintonia com a natureza e encarar grandes aventuras.

Curtiu o artigo e quer mais informações desse e dos demais destinos extraordinários que se encontram ao redor do globo? Então acesse agora mesmo o Rediscovering the World, blog de viagens econômicas focadas em aventura, natureza e cultura por todos os países desse mundo.

Idealizador do Programando Resultados. Criou o projeto com a intenção de ajudar o máximo de pessoas possível e deixar um legado para o mundo. Utiliza a Programação Neurolinguística para ter uma vida mais equilibrada entre corpo e mente e acredita que devemos cuidar da qualidade de vida, sermos solidários e viajarmos o mundo quando possível para termos uma vida mais livre.

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